"Persona" nasceu como uma séria paralela a "Shin Megami Tensei", mas seu sucesso o fez ganhar vida própria. É, de certa forma, um RPG raro, em que se passa no Japão contemporâneo e inclui temas como lendas urbanas, histórias de terror e ocultismo, juventude e romance. "Persona" difere de "Shin Megami Tensei" por incluir elementos de drama e ser mais focado nos personagens.
De tão popular, "Persona 4", lançado originalmente para PlayStation 2 em 2008, extrapolou o domínio dos games: virou um jogo de luta ("Persona 4 Arena") - , e virou desenho animado, quadrinho e até peça de teatro.
A edição que sai para PlayStation Vita traz diversos extras: novos personagens, mais história, novos social links, novas missões, novos eventos, funcionalidade online e toda uma série de melhorias que tornaram o jogo muito mais prático. É um RPG inegavelmente japonês, mas que foge a praticamente todos os clichês do gênero.
De tão popular, "Persona 4", lançado originalmente para PlayStation 2 em 2008, extrapolou o domínio dos games: virou um jogo de luta ("Persona 4 Arena") - , e virou desenho animado, quadrinho e até peça de teatro.
A edição que sai para PlayStation Vita traz diversos extras: novos personagens, mais história, novos social links, novas missões, novos eventos, funcionalidade online e toda uma série de melhorias que tornaram o jogo muito mais prático. É um RPG inegavelmente japonês, mas que foge a praticamente todos os clichês do gênero.
PONTOS POSITIVOS
- História e personagens marcantes
- Mecânica de jogo irresistível
- Muito mais prático de jogar
- Belo serviço para os fãs
O game conta a história de um ano em que o personagem principal, um adolescente da cidade grande, é enviado pelos pais para casa do tio no interior. Mas, como é de praxe, coisas bizarras começam a acontecer: uma pessoa é morta de maneira misteriosa e aparece dependurada numa antena de TV. Não bastasse isso, corre uma lenda urbana sobre uma enigmática programação de televisão que vai ao ar à meia-noite dos dias chuvosos.
Então, o jogador alterna essa vida prosaica de estudante colegial e a de detetives sobrenaturais que investigam as mortes misteriosas, já que são os únicos que podem explorar o mundo dos "shadows", como são conhecidos os monstros do game. É como se misturasse a novelinha "Malhação" com o desenho "Scooby-Doo" - só que com tempero nipônico e bem mais sombrio.
A premissa é boa, mas a execução é melhor ainda: praticamente todos os dias dentro do jogo há um evento único, que cria uma sensação de estar participando ativamente da história. Os RPGs japoneses geralmente fazem bem esse trabalho, mas "Persona 4" consegue ir além. Com uma quantidade enorme de eventos, o game explora em profundidade mais de uma dezena de personagens, muitos deles marcantes. Até pela temática do jogo, que lida com máscaras sociais e alter egos, os personagens ganham densidade. A mascote Teddie funciona como alívio cômico na trama,e é responsável pelos melhores diálogos.
Então, o jogador alterna essa vida prosaica de estudante colegial e a de detetives sobrenaturais que investigam as mortes misteriosas, já que são os únicos que podem explorar o mundo dos "shadows", como são conhecidos os monstros do game. É como se misturasse a novelinha "Malhação" com o desenho "Scooby-Doo" - só que com tempero nipônico e bem mais sombrio.
A premissa é boa, mas a execução é melhor ainda: praticamente todos os dias dentro do jogo há um evento único, que cria uma sensação de estar participando ativamente da história. Os RPGs japoneses geralmente fazem bem esse trabalho, mas "Persona 4" consegue ir além. Com uma quantidade enorme de eventos, o game explora em profundidade mais de uma dezena de personagens, muitos deles marcantes. Até pela temática do jogo, que lida com máscaras sociais e alter egos, os personagens ganham densidade. A mascote Teddie funciona como alívio cômico na trama,e é responsável pelos melhores diálogos.
Sem dúvida, o principal trunfo de “Persona 4”, entre tantos bons atributos, é sua mecânica de jogo ao mesmo tempo original e empolgante. É incrível como o game consegue aliar um roteiro completamente baseado em script e ainda oferecer uma sensação de liberdade, já que as opções de ação são inúmeras: devo ir lutar contra o mal, sair com os amigos ou estudar para os exames? Viver na cidade interiorana de Inaba é mais emocionante que muitos reinos medievais.
Mais genial ainda é o sistema de batalha, um dos elementos mais importantes de qualquer RPG. Ele é por turnos e altamente estratégico: dependendo de como leva a luta, ela pode ficar muito fácil ou muito difícil. É uma questão de explorar os pontos fracos dos oponentes e não deixá-los fazer isso de volta (por isso, a defesa tem utilidade real). E, apesar desse caráter cerebral dos combates, quando você se acostuma, consegue lutar quase instintivamente. As opções para construir os personagens são amplas e praticamente qualquer batalha ou evento dão algo para fortalecer o grupo.
Mais genial ainda é o sistema de batalha, um dos elementos mais importantes de qualquer RPG. Ele é por turnos e altamente estratégico: dependendo de como leva a luta, ela pode ficar muito fácil ou muito difícil. É uma questão de explorar os pontos fracos dos oponentes e não deixá-los fazer isso de volta (por isso, a defesa tem utilidade real). E, apesar desse caráter cerebral dos combates, quando você se acostuma, consegue lutar quase instintivamente. As opções para construir os personagens são amplas e praticamente qualquer batalha ou evento dão algo para fortalecer o grupo.
"Persona 4" já era muito bom no PlayStation 2, para o qual foi lançado originalmente, mas impiedoso: a dificuldade era alta e, se desse azar na hora de tirar as cartas de tarô no final das batalhas, o jogador era praticamente obrigado a voltar para o mundo real e recuperar as energias (ou pagar bem caro para que a raposa prestasse esse serviço).
Mas a versão "Golden" trouxe diversas melhorias para facilitar a vida dos jogadores. Isso não significa necessariamente que o nível de dificuldade é menor - na verdade, existem cinco, do very easy ao very hard -, mas tornou o jogo muito mais prático. O minigame das cartas ficou bem mais previsível - todas estão abertas e você escolhe quais quer pegar - e mesmo os tarôs ruins trazem compensações.
Além disso, "Persona 4 Golden" ganhou recursos de avanço rápido nos eventos, reviu o poder das habilidades - principalmente as físicas, que estão mais úteis - e está muito mais fácil chegar subir de nível. São todas mudanças para que o jogador consiga ganhar tempo, e poder dedicá-lo para apreciar o conteúdo de fato (que é bem volumoso). E o fato de poder jogar em qualquer lugar, quando quiser, é um estilo que casa muito bem com o game.
Mas a versão "Golden" trouxe diversas melhorias para facilitar a vida dos jogadores. Isso não significa necessariamente que o nível de dificuldade é menor - na verdade, existem cinco, do very easy ao very hard -, mas tornou o jogo muito mais prático. O minigame das cartas ficou bem mais previsível - todas estão abertas e você escolhe quais quer pegar - e mesmo os tarôs ruins trazem compensações.
Além disso, "Persona 4 Golden" ganhou recursos de avanço rápido nos eventos, reviu o poder das habilidades - principalmente as físicas, que estão mais úteis - e está muito mais fácil chegar subir de nível. São todas mudanças para que o jogador consiga ganhar tempo, e poder dedicá-lo para apreciar o conteúdo de fato (que é bem volumoso). E o fato de poder jogar em qualquer lugar, quando quiser, é um estilo que casa muito bem com o game.
A produtora Atlus nitidamente se preocupou com aqueles que já tiveram contato com o "Persona 4" original e se esforçou para criar conteúdos exclusivos e encher de autorreferências e materiais extras na versão "Golden".
Com um novo personagem, dois 'social links' a mais, uma terceira forma para os Personas dos parceiros e vários eventos originais, acredito que mesmo quem se esbaldou com a versão para PlayStation 2 - como é meu caso -, pode se aventurar por Inaba e encontrar muitas surpresas. Às vezes, são detalhezinhos, como a música de batalha, que geralmente toca a nova, mas tem um jeito fazer aparecer a original.
O game capricha no 'fan service': traz mais cenas de desenho animado, possibilidade de trocar de roupas - algumas até modificam falas e gestos - e traz um recurso chamado TV Listing, que são vários canais de TV contendo músicas, vídeos (como de comerciais e da introdução original, do PlayStation 2) e entrevistas – e, veja só, ttem até uma palestra de psicologia que discute os personas sob a ótica jungiana. O lance do canal de TV é metalinguístico, já que o jogo se passa em um dos espectros e... bem, experimente entrar nessa opção entre 0h e 1h, no mundo real, para ver o que acontece.
Com um novo personagem, dois 'social links' a mais, uma terceira forma para os Personas dos parceiros e vários eventos originais, acredito que mesmo quem se esbaldou com a versão para PlayStation 2 - como é meu caso -, pode se aventurar por Inaba e encontrar muitas surpresas. Às vezes, são detalhezinhos, como a música de batalha, que geralmente toca a nova, mas tem um jeito fazer aparecer a original.
O game capricha no 'fan service': traz mais cenas de desenho animado, possibilidade de trocar de roupas - algumas até modificam falas e gestos - e traz um recurso chamado TV Listing, que são vários canais de TV contendo músicas, vídeos (como de comerciais e da introdução original, do PlayStation 2) e entrevistas – e, veja só, ttem até uma palestra de psicologia que discute os personas sob a ótica jungiana. O lance do canal de TV é metalinguístico, já que o jogo se passa em um dos espectros e... bem, experimente entrar nessa opção entre 0h e 1h, no mundo real, para ver o que acontece.
PONTOS NEGATIVOS
- Labirintos monótonos
- Explora pouco o Vita
A exemplo de "Persona 3", o quarto episódio tem o problema de ter labirintos muito simples: uma sequência de salas e corredores praticamente lineares. É verdade que nesses games o jogador acaba visitando várias vezes as mesmas 'dungeons', mas bem que poderia trazer mapas mais complexos, mais convidativos à exploração, como acontece na série "Shin Megami Tensei". Embora não seja de todo ruim, é um departamento em que há espaço para evoluir.
Apesar de trazer recursos como o Vox Populi, que traz as ações que os outros jogadores fizeram num determinado momento, e o SOS, que permite pedir e receber ajuda, as funcionalidades específicas do PS Vita foram muito pouco exploradas. Se a tela de toque pudesse ser usada para controlar os menus e definir alvos, o game ficaria ainda mais fácil de jogar.
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